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POSSIBILIDADES DE UTILIZAÇÃO DA ENERGIA INTRODUÇÃO No mundo contemporâneo onde a demanda energética tende para um crescimento vertiginoso para atender às necessidades da humanidade hoje estimada em mais de 5 bilhões de pessoas, ainda sob os resquícios de uma crise energética desencandeada na década de 70; o homem tem se voltado para a NATUREZA buscando nos seus elementos as alternativas energéticas capazes de lhe proporcionar a energia de que tanto necessita para a manutenção de um nível de vida compatível com a sua própria dignidade. Na verdade as alternativas energéticas oriundas dos recursos renováveis naturais estão sendo retomadas. O vento e o sol, principalmente, já desempenharam no passado papeis de importância significativa na História da Humanidade. Com as previsões até certo ponto alarmantes referentes à exaustão dos recursos petrolíferos mundiais, configurada pela crise energética eclodida na década de 70, os países do I Mundo principalmente, aceleraram as suas pesquisas na obtenção de novas tecnologias alternativas elegendo a ENERGIA SOLAR como a mais promissora alternativa energética do futuro. Essa tomada de posição do I Mundo não significa dizer necessariamente que a manutenção dos seus padrões energéticos esteja na dependência dessas novas tecnologias, mas e principalmente porque é exatamente no III Mundo que se encontra um verdadeiro mercado em potencial para essas novas tecnologias, capaz de assegurar um vantajoso comércio internacional alem de, com isso, estabelecer no futuro, uma outra forma de dependência configurada pela dominação tecnológica no campo das energias alternativas. Tanto isto é verdade que surgiram na França e nos Estados Unidos, principalmente, projetos grandiosos de geração de energia elétrica via sol, como é o caso do Projeto THEMIS de 1 Mwe, localizado em Targassone no sul da França, o Projeto BARSTOW de 10 Mwe e 35 Mw solar, construido nos Estados Unidos, a Central de MITSUBISHI de 1 Mwe construido no Japão, além de outros semelhantes,... hoje desativados. O objetivo primordial a ser alcançado com tais instalações solares, além de testar a respectiva viabilidade técnica, era o de dominar a tecnologia solar pertinente prevendo uma utilização futura onde os países do III Mundo detentores da matéria prima em abundância representada pelo sol, serão logicamente os alvos de seus pacotes tecnológicos de energia alternativa. Os países do III Mundo não podem evidentemente prescindir da tecnologia alienígena dos países ricos mas nem por isto devem se colocar na cômoda posição de simples espectadores, pois esta é uma posição que poderá no futuro se tornar bastante incômoda para as suas respectivas economias. Os países do III Mundo como o Brasil, precisam urgentemente partir para uma ação integrada no sentido de desenvolverem as suas próprias tecnologias energéticas alternativas, baseadas nas vocações energéticas de cada país, pois é exatamente nos países do III Mundo que se encontra o maior potencial destas fontes alternativas. As relações internacionais no campo dos negócios, da ciência, da tecnologia, da cultura etc, são necessárias e salutares à comunidade internacional. O que NÃO é salutar para nos outros do III Mundo é que tais relações nos transformem em credores e dependentes eternos!. Precisamos portanto desenvolver a nossa própria tecnologia neste campo já que o desenvolvimento de um país é em última análise fundamentado na ENERGIA. Se a ENERGIA SOLAR ainda não encontrou o seu espaço dentro do contexto energético do país, assim como outras formas alternativas de energia, isto não será verdade na virada do século. A posição do Brasil diante da crise energética de 1973 que carreou um fluxo de riquezas sem precedentes para os países da OPEP, é um pouco mais confortante considerando o fato de que os seus recursos petrolíferos não foram de todo explorados. Além deste fato, que é de importância fundamental para o desenvolvimento da economia brasileira, poderemos ainda alinhar o vasto potencial brasileiro no campo da agricultura, pecuária, energia de biomassa e tantas outras riquezas minerais adormecidas, além de outras formas de energia (como a solar), a espera de uma exploração racional, o que tem tornado este país tão cobiçado por nações outras mais desenvolvidas. Por outro laldo dispomos de uma bacia hidrográfica que constitue um fabuloso potencial energético, a qual possibilitou a construção de grandes barragens e possibilitará ainda a execução de tantos outros projetos de real significação para a economia nacional. A expansão petrolífera brasileira é hoje uma realidade incontestável!. As plataformas submarinas, em que pese as dificuldades de extração do petróleo face às jazidas cada vez mais profundas, não constitue problemas maiores graças à tecnologia nacional desenvolvida pela PETROBRÁS e a indiscutível e comprovada capacidade profissional de seus técnicos. Com todo este elenco de recursos energéticos o problema brasileiro não é propriamente um problema fundamentado basicamente no petróleo... É muito mais um problema relacionado com ENERGIA, energia imprescindível ao seu desenvolvimento para que possa no futuro sair da condição de país pertencente ao bloco dos países do III Mundo. O desenvolvimento do país deverá ser fundamentado no sentido de evitar os riscos ecológicos decorrentes desse mesmo desenvolvimento. O extraordinário aumento do consumo de energia verificado nas três últimas décadas tem chamado a atenção para o seu impacto sobre os recursos ecológicos, principalmente nos países altamente industrializados. A poluição do ar e da água não conhece limites políticos!. O homem pode criar nações mas NÃO pode criar a biosfera que é única na Terra!. A exploração de energia em um país pode seguramente gerar efeitos adversos em outros países e oceanos quando tal exploração negligência as normas internacionais de segurança. Não há dúvida de que o consumo de energia continuará a aumentar, principalmente nos países ávidos de desenvolvimento como é o caso brasileiro. A causa principal da poluição do ar no mundo industrializado é devido à combustão de materiais fósseis em veículos e outros meios de transporte, nas indústrias, usinas termoelétricas, edifícios comerciais, residenciais etc. Entre os principais poluentes estão os hidrocarbonetos, os óxidos de enxofre, nitrogênio, partículas sólidas de matéria, etc. Estes poluentes, de formas diversas, afetam a saúde da população, dos animais, das plantas e até mesmo podem causar danos materiais a edifícios. No caso da água a poluição está caracterizada pelo rejeito residencial e industrial lançados aos rios e seus afluentes, detritos aquecidos de usinas elétricas, vazamento de petróleo nos oceanos, e assim por diante. As usinas nucleares são uma outra ameaça à ecologia!. "O lixo atômico radioativo é na verdade um problema que transcende todas as diferênças nacionais e culturais e que se estenderá pelos séculos afora." "O freio ecológico final ao consumo de energia não será caracterizado pela exaustão dos recursos nem pelos efeitos específicos da poluição, porém pelo impacto de consumo de energia sobre o clima da Terra." Assim como no passado o clima da Terra foi afetado por profundas mudanças, como por exemplo, o desaparecimento de terras férteis transformadas em desertos calcinados em decorrência da Era Glacial, não restam dúvidas de que no futuro, mesmo independente do controle do homem, forças naturais causarão outras modificações climáticas importantes. O consumo de energia na atividade contemporânea está se aproximando dos níveis nos quais a possibilidade de efeitos irreversíveis sobre o clima da Terra, começa a se constituir numa preocupação crescente. De acordo com a segunda Lei da TERMODINÂMICA, o calor é o resultado final de todo o consumo de energia e independe do combustível e da tecnologia de emprego. O consumo de energia implica na liberação de calor que no futuro terá grande influência em relação à quantidade de energia solar recebida pela Terra. "Se o consumo mundial de energia continuar a aumentar, segundo índices históricos de 5% ao ano, ou talvez mais, a quantidade de calor liberada pela atividade humana atingirá 0,1% no ano 2050 e 1% no ano 2100." No início da década de 70 o calor produzido pelo homem era equivalente a 0,01% da energia solar incidente na Terra. "Alguns cientistas especulam que pode existir uma conexão causal entre a liberação de calor na Europa e a seca na África Subsaárica." "Por isto muito antes que o limite térmico ao consumo mundial de energia seja atingido, é bem possível que ocorram substanciais efeitos locais ou regionais." Em síntese, o uso cada vez maior de energia poderá, pelo calor liberado, gerar fatores de desestabilização no equilíbrio das forças da NATUREZA que regulam o clima da Terra. As modernas sociedades industriais das grandes metrópoles necessitam de grandes quantidades de petróleo para o transporte de massa. Por outro lado as futuras sociedades dificilmente poderão contar com essa forma de energia e é muito provável que passarão a depender da eletricidade de origem nuclear ou mesmo termonuclear e solar. |